terça-feira, 24 de novembro de 2009

CARLOS VEIGA - cidadão e estadista

CARLOS VEIGA - BIOGRAFIA

Carlos Veiga


Governante e advogado cabo-verdiano, Carlos Alberto Wahnon de Carvalho Veiga nasceu a 21 de Outubro de 1949, em Mindelo, na Ilha de São Vicente, em Cabo Verde.

Fez os estudos superiores na cidade da Praia e depois partiu para Portugal onde, em 1971, fez o doutoramento em Direito na Universidade Clássica de Lisboa.

No ano seguinte, mudou-se para Angola, país onde viveu até 1974, trabalhando no Registo Civil da cidade do Bié.

Carlos Veiga regressou a Cabo Verde em 1975 para ser procurador público, tendo sido promovido a director-geral da Administração Interna, cargo que exerceu até 1978. Dois anos mais tarde foi nomeado Procurador-Geral, mas divergências com o partido do poder levaram-no a abandonar o cargo para se dedicar à advocacia privada.

Em 1985 Carlos Veiga foi eleito para Assembleia Nacional de Cabo Verde, onde integrou a Comissão de Assuntos Constitucionais e Legais. Três anos mais tarde voltou a ser eleito para a assembleia, onde se tornou numa voz de contestação contra o sistema de partido único liderado pelo PAICV (Partido Africano para a Independência de Cabo Verde). Carlos Veiga lutou pela realização de eleições democráticas em Cabo Verde.

Grande parte da população do país apoiou as reformas democráticas por ele defendidas. Os ideais de Carlos Veiga estiveram na base da fundação, em 1990, do Movimento para a Democracia (MpD), para o qual foi eleito líder na primeira convenção do partido em Outubro desse mesmo ano.

A 13 de Janeiro de 1991, nas primeiras eleições democráticas realizadas em Cabo Verde para a Assembleia Nacional o MpD elegeu 56 dos 79 deputados com lugar no Parlamento. Carlos Veiga foi assim escolhido para primeiro-ministro e formou o primeiro governo democraticamente eleito em Cabo Verde. Nas eleições seguintes, quatro anos depois, o MpD conquistou outra vitória clara e Carlos Veiga foi reconduzido no cargo de primeiro-ministro.

Já depois de abandonar as lides políticas, foi eleito, em Outubro de 2004, bastonário da Ordem dos Advogados de Cabo verde, em substituição de Lígia Fonseca.

Fonte:- INFOPÉDIA

MAIS SOBRE CARLOS VEIGA
- o cidadão, o político, o estadista -

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

SANTO NICOLAU - O QUE ESTARÁ A PENSAR?!

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CABO VERDE - São Nicolau (Ilha)
A ilha de Chiquinho não foi poupada pelas cheias.


«@.@»


Obs: Dá que pensar!

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

PORTIMÃO/LOULÉ - CAMPANHA VERSUS REALIZAÇÕES

PORTIMÃO/LOULÉ - CAMPANHA VERSUS REALIZAÇÕES



A ESCOLHA POLÍTICA DEVE SER ESCLARECIDA, CONSCIENTE, APOIADA EM FACTOS PASSADOS, E ACTUAIS, QUE PERMITAM PROJECTAR, COM UM RAZOÁVEL GRAU DE FIDELIDADE, COMPORTAMENTOS E REALIZAÇÕES FUTURAS.


PORTIMÃO/LOULÉ - CAMPANHA VERSUS REALIZAÇÕES

 
No inicio da pré-campanha autárquica assumimos que nos propúnhamos “Relançar o Concelho de Loulé”
alguns ainda se perguntam porque é preciso relançar o nosso Concelho.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

11 September 73, 01, .... (no comments)


11 September 73, 01, .... (no comments)
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terça-feira, 8 de setembro de 2009

Brasileira arrasa Cabo Verde num Blog‏


Brasileira veio dar formação de culinária e arrasou Cabo Verde num Blog‏
(Obs: - o post terá sido, entretanto, retirado/eliminado do blog)

Katia Najara,
Arrogância e falta de classe!



Vejam o que a brasileira Katia Najara postou no Blog Rainhas do Lar (www.rainhasdolar.com). Ela esteve em Cabo Verde dando uma formação de culinária no Centro Cultural Brasil Cabo Verde. Será que precisamos de intercâmbio com pessoas que não respeitam a nossa maneira de ser, a nossa cultura? A frase abaixo é o fim da picada, um desprezo total para com os cabo-verdianos. Vindo de alguem que veio através do CCBCV que deve promover o intercâmbio cultural entre os nossos povos, isso torna-se mais grave.


O que para mim é descartado como lixo, é degustado com prazer pelos nativos, já acostumados à sua real


http://www.rainhasdolar.com/index.php?itemid=3674#nucleus_cf

Posted: 30 Aug 2009 10:51 AM PDT
Cabo Verde: a comida, a gente, a que vim...


(katxupa guisada, a minha típica preferida)

A comida

Come-se mal em Cabo Verde. Por conta da terra árida, de aspectos culturais, e por falta de criatividade também, esta última talvez em decorrência das primeiras. A base da alimentação caboverdiana está no arroz, no feijão, no milho e nos peixes. Não há maiores preocupações com o tempero, que nunca é refogado; não doura-se cebola e alho, eles são cozidos junto com todos os demais ingredientes do prato. Não há etapas, portanto, tudo é feito de uma só vez, e isto faz toda a diferença. O prato mais típico é a katxupa (uma espécie de feijoada com vários tipos de feijão, legumes e carnes brancas e vermelhas, que no dia seguinte vira essa versão guisada aí de cima), o xerém (uma espécie de cuzcuz desenformado), a massa (feita com milho e refogada com legumes e atum), um marisco alienígena chamado percebeus, a moréia (cobra d'água), o pincho (espetinhos de entrada), a linguiça de terra - feita por eles, o pastel de milho com recheio de peixe, e há também o bitoque e pregos, que não comi, mas soube que são pratos feitos com carne, sendo um deles o equivalente ao nosso bife. É que eu só quis saber de peixe, estes sim, motivo de muito orgulho do país. Nunca havia comido um atum que ao menos chegasse perto do que eles têm aqui. Sem falar no ponto de cocção do peixe e legumes, que é perfeito.

Suco aqui é "sumo", quase sempre industrializado, pela escassez de frutas e para evitar riscos de contaminação pela água. As poucas vezes em que tive acesso a suco de laranja integral, tinha gosto de laranja passada. É que elas são importadas e chegam congeladas, de modos que quando descongelam precisam ser consumidas imediatamente, mas como ainda vão para o mercado, sob sol escaldante, já viu, né? O que para mim é descartado como lixo, é degustado com prazer pelos nativos, já acostumados à sua real. Presunto aqui é "fiambre", geralmente muito bons; também há muito cogumelo, que aqui não se trata de gênero caro, ao contrário, o que tem de pizza meia-boca e sanduíche de cogumelo... e por falar em sanduíche, aqui se chama "sandes"; se na chapa, "tosta". O "grog" é o nome da excelente aguardente local, infinitamente mais forte que a nossa; e a cerveja local, a Strela, é bacaninha.





fotos 1 e 2: Bife de atum (excelente) com as infalíveis guarnições (arroz e batatas fritas), no Benfica de Cima | fotos 3 a 5: pincho de frango, com cebola e manga, filetes de serra (outro peixe muito gostoso e nobre) e pudim delicioso de queijo (mas com calda de limão passado), no Benfica Beira-Mar; | fotos 6 a 9: atum com molho de camarão, carneiro, guarnições e creme brulée com casquinha amarga pois queimadinha, do muito fofo restaurante português, Paparokas | fotos 10 a 12: entradinhas, meu pato laqueado no mel com risoto de açafrão (delicioso) e sobremesa de musses de chocolate, do Cimbrom, que eu elegi como melhor restaurante, onde também tomamos um vinho muito gostoso, o português Quinta dos Carvalhais (Dão) | foto 13: biscoito grego no café da manhã do Festarola, indicação feliz da Neda | foto 14: shawarma, sanduíche árabe enroladinho com carne grega e batata, do Cometas, melhor lanchonete da cidade, onde comi também uma deliciosa pizza de tomate com queijo apenas | foto 15: pastel de milho com recheio de atum (parece que não fui muito feliz na escolha do endereço) | foto 16: pizza MICO de cogumelos com massa de pão, da Ártica (mais uma vez errei de endereço, era na Cometas, a pizza)| foto 17: o marisco percebeus (que eu jamais teria comido se não me tivesse sido gentilmente oferecido por uma encantadora família), que é feio mas é bom | foto 18: a assustadora moréia, uma cobra-d'água, empanada e frita com muita pimenta e muuuuuuuito óleo, na Dona Julieta; apesar de ter gasto um pacote de guardanapos para absorver a gordura, esta foi a única causa do meu breve piriri.


O serviço é bastante distraído. Anotar pedido não existe, e os cardápios, apesar de existirem, só se você pedir. As guarnições são quase sempre arroz branco, batatas fritas e umas rodelinhas de tomate e pepino, não importanto o nível do restaurante. Rola uma pressão também: mal termina-se de comer a entrada, e o garçon já recolhe para trazer o prato quente, quando você ainda pretendia come-la. Parece que eles querem que você coma logo e dê o fora. Eu também senti isso em Lisboa. Os pratos são quase sempre muito brancos ou muito amarelos, sem contraste, e por isso, não muito convidativos. Ah! E a depender de onde se coma de dia, tem que ser com uma mão só, porque a outra é para afastar as moscas. Deve haver meia dúzia de bons restaurantes, mas todos tem muito o que evoluir ainda nos quesitos sabor, apresentação e serviço.

Thanks, Nécas (Manuel Paris)

O respeito pela diferença não significa proteger práticas retrógradas


CORSINO TOLENTINO, investigador

“O respeito pela diferença não significa proteger práticas retrógradas”

In NÔS KULTURA, pg 4-5, de 26/8/09 (EXPESSO DAS ILHAS, nº404)
Entrevista conduzida por António Monteiro
A entrevista gira, fundamentalmente, em torno de Amílcar Cabral – ideologia – liderança transformadora e cultura. (LEITURA, SUGERE-SE)


EXTRACTO: "... Amilcar Cabral assumiu o risco de propor a mudança cultural. Ainda hoje eu não estou convencido de que respeitar a diferença significa deixar tudo como está.

Portanto, nesta matéria, Cabral foi ousado, e o líder que propõe trasformar a vida em mais que uma nação tem de aceitar riscos.

Um deles foi o de combater hábitos e práticas negativas segundo os padrões mais avançados da época.

Respeitar o princípio da diversidade cultural é uma coisa, proteger práticas retrógradas que poem em causa a própria condição humana é completamente diferente.

Amilcar Cabral optou por combater práticas nocivas e assumiu os riscos inerentes.
Nesse sentido fez o que tinha de fazer e pagou o preço."

Breve caracterização da postura dos partidos operantes na cena política cabo-verdiana.

ARRANJO, subtítulo e destaques da responsabilidade de Nuno Paris.

AM. - … o que diferencia, … o MPD do PAICV, … ?

CORSINO T. – “Aparentemente não há muitos elementos que os distingam, porque todos os dirigentes querem o centrão, ninguém querendo ser da esquerda nem da direita. …

Os programas eleitorais, as campanhas, as atitudes em quase nada distinguem os militantes ou apoiantes do MPD, PAICV, da UCID, etc. …

Na verdade, …, diferença de cultura política existe nos militantes e apoiantes mas é escondida pelo oportunismo eleitoralista dos líderes. …

Procurando com muita atenção encontraremos, algumas diferenças, …, em termos de tipos de políticas públicas, do papel do Estado na economia, da atitude em relação à igualdade de oportunidades, uso do bem público, etc.

Dito isto, junto-me a Monteiro* para desejar que cada partido tenha a coragem de se distinguir dos outros de maneira clara para que os leitores e os cidadãos, em geral, possam saber com quem estão a lidar e escolher conscientemente em cada momento.”

  • * Monteiro – Presidente da UCID

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